- G.P.S. - O "SISTEMA DE POSICIONAMENTO GLOBAL"
- UM POUCO DE HISTORIA
- No dia 23 de agosto de 1499, o navegador italiano Américo Vespúcio acreditava estar
navegando pelas costas das Índias, baseado nos relatos de seu colega e patrício
Cristóvão Colombo. Levava a bordo de sua caravela um Almanaque - livro que lista as
posições e os eventos relacionados aos corpos celestes - que previa o alinhamento da Lua
com Marte para a meia-noite daquele dia. Vespúcio esperou até quase o amanhecer para
observá-lo. Sabendo que a referência dos dados contidos no Almanaque era a cidade de
Ferrara, na Itália, avaliou a diferença de tempo entre as duas observações e, com o
valor do diâmetro da Terra já conhecido, pôde calcular a que distância se encontrava
de Ferrara - sua longitude. Concluiu que não poderia estar nas costas das Índias e
afirmou categoricamente que Colombo havia descoberto um novo continente. Foi a primeira
pessoa a saber a verdade sobre o Novo Mundo. O nome AMÉRICA homenageou-o e perpetuou esse
romântico acontecimento.
- A RÁDIO-NAVEGAÇÃO
- O uso de sinais de rádio para determinar a posição foi um avanço significante na
navegação. O equipamento para rádio-navegação apareceu em 1912. Não era muito
preciso, mas funcionou até que a II Grande Guerra permitisse o desenvolvimento do RADAR -
Radio Detection And Ranging - e a capacidade de medir lapsos de tempo entre
emissão/recepção de ondas de rádio. Para determinar a posição, mede-se o lapso de
tempo dos sinais provenientes de locais conhecidos. Os sinais de rádio são emitidos de
transmissores exatamente ao mesmo tempo e têm a mesma velocidade de propagação. Um
receptor localizado entre os transmissores detecta qual sinal chega primeiro e o tempo
até a chegada do segundo sinal. Se o operador conhece as exatas localizações dos
transmissores, a velocidade das ondas de rádio e o lapso de tempo entre os dois sinais,
ele pode calcular sua localização em uma dimensão. Ele sabe onde está numa linha reta
entre os dois transmissores. Se usarmos três transmissores, podemos obter uma posição
bi-dimensional, em latitude e longitude. O GPS funciona baseado nos mesmos princípios. Os
transmissores de rádio são substituídos por satélites que orbitam a Terra a 20.200 km
e permitem conhecer a posição em três dimensões: latitude, longitude e altitude.
- O SISTEMA G.P.S.:
- A tecnologia atual permite que qualquer pessoa possa se localizar no planeta com uma
precisão nunca imaginada por navegantes e aventureiros há até bem pouco tempo. O
sofisticado sistema que tornou realidade esse sonho é chamado "G.P.S." - Global
Positioning System (Sistema de Posicionamento Global) - e foi concebido pelo Departamento
de Defesa dos EUA no início da década de l960, sob o nome de 'projeto NAVSTAR'. O
sistema foi declarado totalmente operacional apenas em l995. Seu desenvolvimento custou 10
bilhões de dólares. Consiste de 24 satélites que orbitam a terra a 20.200 km duas vezes
por dia e emitem simultaneamente sinais de rádio codificados. Testes realizados em 1972
mostraram que a pior precisão do sistema era de 15 metros. A melhor, 1 metro. Preocupados
com o uso inadequado , os militares americanos implantaram duas opções de precisão:
para usuários autorizados (eles mesmos) e usuários não-autorizados (civis). Os
receptores GPS de uso militar têm precisão de 1 metro e os de uso civil, de 15 a 100
metros. Cada satélite emite um sinal que contem: códigos de precisão (P); código geral
(CA) e informação de status. Como outros sistemas de rádio-navegação, todos os
satélites enviam seus sinais de rádio exatamente ao mesmo tempo, permitindo ao receptor
avaliar o lapso Lat/Long/Altitude. Pelo processamento contínuo de sua
posição, um receptor entre emissão/recepção. A potência de transmissão é de
apenas 50 Watts. A hora-padrão GPS é passada para o receptor do usuário. Receptores GPS
em qualquer parte do mundo mostrarão a mesma hora, minuto, segundo,... até mili-segundo.
A hora-padrão é altamente precisa, porque cada satélite tem um relógio atômico, com
precisão de nano-segundo - mais preciso que a própria rotação da Terra. O receptor tem
que reconhecer as localizações dos satélites. Uma lista de posições, conhecida como
almanaque, é transmitida de cada satélite para os receptores. Controles em terra
rastreiam os satélites e mantém seus almanaques acurados. Cada satélite tem códigos P
e CA únicos, e o receptor pode distinguí-los. Os códigos P são mais complexos que os
CA, e somente usuários militares podem reconhecê-los, pois seus receptores têm o valor
para comparação na memória. Receptores civis medem os lapsos de tempo entre a
recepção dos sinais codificados em CA. O conceito da rádio-navegação depende
inteiramente da transmissão simultânea de rádio-sinais. O controle de terra interfere
fazendo com que alguns satélites enviem seus sinais CA ligeiramente antes ou depois dos
outros. A interferência deliberada introduzida pelo Departamento de Defesa dos EUA é a
fonte da Disponibilidade Seletiva - Selective Availability (AS). Os civis desconhecem o
valor do erro, que é alterado aleatoriamente e está entre 15 e 100 metros. Os receptores
militares não são afetados. Existe outra fonte de erro que afeta os receptores civis: a
interferência ionosférica. Quando um sinal de rádio percorre os elétrons livres na
ionosfera, sofre um certo atraso. Sinais de freqüências diferentes sofrem atrasos
diferentes. Para detectar esse atraso, os satélites do sistema enviam o código P em duas
ondas de rádio de diferentes freqüências, chamadas L1 e L2. Receptores caros rastreiam
ambas as freqüências e medem a diferença entre a recepção dos sinais L1 e L2,
calculam o atraso devido aos elétrons livres e fazem correções para o efeito da
ionosfera. Receptores civis não podem corrigir a interferência ionosférica porque os
códigos CA são gerados apenas na freqüência L1 ( l575,42 MHz ). Existem receptores
específicos, conhecidos com não-codificados, que são super acurados. Como desconhecem
os valores do código P, obtém sua precisão usando técnicas especiais de processamento.
Eles recebem e processam o código P por um número de dias e podem obter uma posição
fixa com precisão de 10 mm. É ótimo para levantamento topográfico. Os sinais gerados
pelos satélites contém um "código de identidade", dados efêmeros (de status)
e dados do almanaque. O código de identidade (Pseudo-Random Code - PRN ) identifica qual
satélite está transmitindo. Nos referimos aos satélites pelos seus PRN, de 1 a 32, e
este é o número mostrado no receptor para indicar qual(is) satélite(s) estamos
recebendo. Os dados efêmeros (de status) são constantemente transmitidos e contém
informações de status do satélite (operacional ou não), hora, dia, mês e ano. Os
dados de almanaque dizem ao receptor onde procurar cada satélite a qualquer momento do
dia. Com um mínimo de três satélites, o receptor pode determinar uma posição Lat/Long
- que é chamada posição fixa 2D. (Deve-se entrar com o valor aproximado da altitude
para melhorar a precisão). Com quatro ou mais satélites, um receptor pode determinar uma
posição 3D, que inculpe pode também determinar velocidade e direção do deslocamento.

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- FATORES QUE AFETAM A PRECISÃO DO SISTEMA
- A primeira e maior fonte de erro é a Disponibilidade Seletiva (Selective Availability -
S.A.). É uma degradação intencional imposta pelo Departamento de Defesa dos EUA. O erro
máximo imposto é de 100 m, mas em geral introduz-se um erro de 30 m. O Sistema foi
originalmente projetado para uso militar, mas em l980, por decisão do então presidente
Ronald Reagan, liberou-se o Sistema para o uso geral, reservando aos militares a melhor
precisão. Desde então, satélites sujeitos à degradação SA têm sido regularmente
lançados. Hoje, todos os satélites permitem degradação AS. A razão principal é
evitar que organizações terroristas ou forças inimigas se utilizem da precisão do
sistema. Outro fator que afeta a precisão é a 'Geometria dos Satélites'- localização
dos satélites em relação uns aos outros sob a perspectiva do receptor GPS. Se um
receptor GPS estiver localizado sob 4 satélites e todos estiverem na mesma região do
céu, sua geometria é pobre. Na verdade, o receptor pode não ser capaz de se localizar,
pois todas as medidas de distância provém da mesma direção geral. Isto significa que a
triangulação é pobre e a área comum da interseção das medidas é muito grande (isto
é, a área onde o receptor busca sua posição cobre um grande espaço). Dessa forma,
mesmo que o receptor mostre uma posição, a precisão não é boa. Com os mesmos 4
satélites, se espalhados em todas as direções, a precisão melhora drasticamente.
Suponhamos os 4 satélites separados em intervalos de 90º a norte, sul, leste e oeste. A
geometria é ótima, pois as medidas provém de várias direções. A área comum de
interseção é muito menor e a precisão muito maior. A geometria dos satélites torna-se importante quando se usa o receptor GPS próximo a edifícios ou em
áreas montanhosas ou vales. Quando os sinais de algum satélite é bloqueado, a posição
relativa dos demais determinará a precisão, ou mesmo se a posição pode ser obtida. Um
receptor de qualidade indica não apenas os satélites disponíveis, mas também onde
estão no céu (azimute e elevação), permitindo ao operador saber se o sinal de um
determinado satélite está sendo obstruído. Outra fonte de erro é a interferência
resultante da reflexão do sinal em algum objeto, a mesma que causa a imagem 'fantasma' na
televisão. Como o sinal leva mais tempo para alcançar o receptor, este 'entende' que o
satélite está mais longe que na realidade. O erro causado é de aproximadamente 2 m.
Outras fontes de erro: atraso na propagação dos sinais devido aos efeitos atmosféricos
e alterações do relógio interno. Em ambos os casos, o receptor GPS é projetado para
compensar os efeitos. / ASPECTOS TÉCNICOS DO GPS
- RASTREAMENTO DOS SATÉLITES
- Um receptor rastreia um satélite pela recepção de seu sinal. Sinais de apenas quatro
satélites são necessários para obtenção de uma posição fixa tridimensional, mas é
desejável um receptor que rastreie mais de quatro satélites simultaneamente. Com o
usuário se desloca, o sinal de algum satélite pode ser bloqueado repentinamente por
algum obstáculo, restando satélites suficientes para orientá-lo. A maioria dos
receptores rastreia de 8 a 12 satélites ao mesmo tempo. Um receptor não é melhor que
outro por rastrear mais satélites. Rastrear satélites significa conhecer suas
posições. Não significa que o sinal daquele satélite está sendo usado no cálculo da
posição. Muitos receptores calculam a posição com quatro satélites e usam os sinais
do quinto para verificar se o cálculo está correto.
- CANAIS
- Os receptores não funcionam acima de determinada velocidade de deslocamento. O número
de canais determina qual a velocidade máxima de uso. Mais canais não significa
necessariamente maior velocidade. O número de canais não é fator importante na escolha
do receptor, e sim, sua velocidade de operação. Depois que os sinais são captados pela
antena, são direcionados para um circuito eletrônico chamado canal, que reconhece os
sinais de diferentes satélites. Um receptor com um canal lê o sinal de cada satélite
sucessivamente, até receber os sinais de todos os satélites rastreados. A técnica é
chamada "time multiplexing". Leva menos de um segundo para processar os dados e
calcular a posição. Um receptor com mais de um canal é mais rápido, pois os dados são
processados simultaneamente.
- ANTENAS
- A antena recebe os sinais dos satélites. Como os sinais são de baixa intensidade, as
dimensões da antena podem ser muito reduzidas. Receptores portáteis utilizam um dos dois
tipos: - Quadrifilar helix - formato retangular; localização externa; giratória;
detecta melhor satélites localizados mais baixos no horizonte. - Patch (microstrip) -
Menor que a helix; localização interna; pode detectar satélites na vertical e 10* acima
do horizonte. ANTENAS EXTERNAS Podem ser conectadas através de uma extensão à maioria
dos receptores. Alguns receptores possuem antena destacável, permitindo melhor uso a
bordo de veículos. Se você for comprar uma antena externa, escolha uma 'ativa' que
amplifica os sinais antes de enviá-los para o receptor. Ao construir uma extensão, opte
por encurtar o cabo o máximo possível para diminuir a perda do sinal.
- ENTRADA DE DADOS
- Receptores GPS são projetados para serem compactos, não possuindo teclado
alfa-numérico. Todos os dados são digitados uma letra ou número ou símbolo por vez. Se
o receptor não permitir rápida mudança de caracteres, NÃO COMPRE. Se você quer usar o
receptor associado a outro equipamento, opte por um com essa capacidade. Embora a maioria
dos receptores possa enviar dados para equipamentos periféricos, nem todos podem receber
dados.
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- APLICAÇÕES DE SAÍDA DE DADOS
- Alguns equipamentos úteis apenas recebem informação de um receptor GPS. Os dados são
continuamente enviados para o equipamento acoplado ao receptor, que os utiliza para outras
finalidades: - Mapa dinâmico: um mapa no computador que traça seus deslocamentos. -
Visão gráfica de sua posição em relação a outros pontos. - Piloto automático: o
receptor informa sua posição ao piloto automático. - Mapeamento: transferência dos
dados obtidos durante sua viagem. - Pós-processamento: uso dos dados para cálculos
posteriores, reduzindo o efeito da disponibilidade seletiva. Um piloto automático é um
bom exemplo de trabalho associado. O receptor é conectado ao piloto automático e o
alimenta continuamente com a presente posição. O piloto automático usa os dados para
ajustar a direção e permanecer no curso. O piloto automático nunca manda dados de volta
para o receptor. O receptor GPS deve usar uma linguagem que o equipamento a ele associado
possa entender. Existe uma linguagem padrão para equipamentos de navegação chamada:
Protocolo NMEA - National Maritime Eletronics Association. Existem diferentes formatos de
protocolos, então verifique se o receptor e o equipamento usam o mesmo formato. Os mais
comuns são: 180; 182; 183 versão 1,5; 183 versão 2,0. A maioria dos receptores tem
saída NMEA de dados.
- APLICAÇÕES ENTRADA/SAÍDA DE DADOS
- O receptor pode também receber dados do computador. Os usos comuns são: -
Transferência de pontos plotados no computador para o receptor GPS; - Transferência de
pontos plotados no receptor GPS para o computador, liberando sua capacidade de armazenagem
de dados; - Transferência das coordenadas de um ponto selecionadas em um mapa na tela do
computador para o receptor GPS. Como plotar pontos no receptor pode ser cansativo devido
à ausência de teclado alfa-numérico, um editor permite a entrada de dados rápida e
facilmente. Digita-se os dados usando-se o teclado do computador transferindo-os depois
para o receptor. Outra maneira de plotar os pontos no computador é usar um mapa da área
na tela e selecionar os pontos a serem plotados com um mouse. O computador transfere
automaticamente as coordenadas dos pontos para o receptor. Nem todos os receptores são
projetados para receber dados. Existem três linguagens utilizadas nos receptores com essa
capacidade: NMEA; ACS II (formato de texto de um PC comum; e Proprietary (linguagens
desenvolvidas pelos próprios fabricantes). Poucos receptores portáteis recebem dados
NMEA. Alguns recebem dados ACS II e podem ser conectados diretamente ao computador RS 232.
A maioria dos receptores apenas recebem dados no formato projetado pelo fabricante.
Algumas companhias querem limitar programas feitos por terceiros para seus receptores e se
recusam a revelar o formato usado. Se você quer usar seu receptor associado a outros
equipamentos, verifique a compatibilidade das linguagens empregadas.
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- DGPS - DIFFERENTIAL GPS (GPS Diferencial)
- O GPS Diferencial - DGPS - é um processo que permite ao usuário civil obter uma
precisão de 2 cm a 5 m, pelo processamento contínuo de correções nos sinais. As
correções são transmitidas em Freqüência Modulada ou via satélite e são
disponíveis em alguns países através de serviços de subscrição taxados. Podem
também ser transmitidas por um segundo receptor ou por faróis de navegação localizados
num raio de 100 km do usuário. Em ambos os casos, é necessário ter uma antena receptora
DGPS conectada ao receptor GPS convencional. SOBRE OS MAPAS: SISTEMAS DE COORDENADAS São
padrões de quadrados e retângulos superpostos aos mapas que permitem identificação de
todo e qualquer ponto. O sistema mais usado que cobre o mundo todo é o
LATITUDE/LONGITUDE. Usa-se como referências a Linha do Equador - que divide a Terra em
Hemisfério Norte (N) e Hemisfério Sul (S) - e a linha que passa pelos polos e pela
cidade inglesa de Greenwich (Meridiano de Greenwich) - que divide a Terra em Hemisfério
Oeste (W, de West) e Hemisfério Leste (E, de East). As linhas imaginárias paralelas à
do Equador são chamadas de Paralelos de Latitude e suas perpendiculares, de Meridianos de
Longitude. Convencionou-se que a linha do Equador é a linha 0º de Latitude e o meridiano
de Greenwich, a linha 0º de Longitude. O meridiano oposto, a 180º, é chamado de
"International Date Line" (Linha Internacional de Mudança de Data). O Polo
Norte está na Latitude 90º Norte e o Sul, na 90º Sul. P último pedido de socorro do
Titanic partiu das coordenadas localizadas no paralelo de latitude 41º e 45' acima do
Equador (Hemisfério Norte) e no meridiano de longitude a 050º e 14' a oeste de Greenwich
(Hemisfério Oeste). Assim, no sistema LAT/LONG, suas coordenadas eram: N 41º 45' W
050º14'.
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- COORDENADAS UTM
- Universal Transversa de Mercator A genialidade da grade UTM está na facilidade e
precisão que ela permite na leitura de mapas muito detalhados. Gerardus Mercator,
cartógrafo belga do século XVI, não imaginava o alcance da projeção elaborada por
ele. A grade UTM divide o mundo em 60 zonas de 6º de largura. A zona número 1 começa na
longitude oeste 180º (W 180º=E180º). Continuam em intervalos de 6º até a zona de
número 60. Cada zona é projetada num plano e perde sua característica esférica. Assim
suas coordenadas são chamadas "falsas". A distorção produzida pela projeção
limita o mapa à área compreendida entre as latitudes N 84º e S 80º. A grade UTM não
inclui necessariamente letras na sua designação. A letra 'U', usada como referência
pelo Sistema Militar Americano (U. S. Military Grid System), designa a região
compreendida entre as latitudes N 48º e N 56º. Letras em ordem alfabética - de sul para
norte - são usadas para designar seções de 8º, de forma a coincidir a seção 'U
'entre as referidas latitudes. Alguns receptores usam essa notação, outros apenas
indicam se as coordenadas estão acima ou abaixo do Equador. Cada zona tem sua referência
vertical e horizontal. A linha de longitude que divide uma zona de 6º em duas metades é
chamada de 'zona meridiana'. Por exemplo, a zona 1 é limitada pelas linhas de longitude W
180º e W 174º, então sua zona meridiana é a linha de longitude W 177º. A zona
meridiana é sempre definida como 500.000 m. As coordenadas horizontais maiores ou menores
que 500.000 m se localizam a leste ou oeste da zona meridiana, respectivamente. O valor de
uma coordenada horizontal avalia sua distância - em metros - da zona meridiana. A
coordenada 501.560 está a 1.560 m a leste da zona meridiana; a 485.500 está a (500.000 -
485.500) = 14.500 m a oeste da zona meridiana. As coordenadas horizontais crescem para
leste e decrescem para oeste. As coordenadas verticais são medidas em relação ao
Equador, que é cotado como a coordenada 0.000.000 m de referência para o Hemisfério
Norte ou como a coordenada 10.000.000 m de referência para o Hemisfério Sul. A
coordenada vertical de uma localidade acima da Linha do Equador é sua distância - em
metros - ao Equador. A coordenada vertical 5.897.000 significa que o ponto está a 5.897,0
m acima do Equador. Se o ponto estiver abaixo do Equador, a distância é calculada
subtraindo-se o valor da coordenada do valor de referência para o Hemisfério Sul
(10.000.000 - 5.897.000 = 4.103,0 m). Como a mesma coordenada vertical pode ser associada
a duas localidades distintas, uma acima e outra abaixo do Equador, é necessário indicar
em qual hemisfério se localiza para identificá-la.
- DATUM DO MAPA
- Os mapas são confeccionados de forma que todos os pontos estão a determinada
distância de um ponto de referência padrão chamado DATUM. Antigamente cada país
escolhia independentemente seu próprio DATUM. Resulta que as mesmas localidades tinham
diferentes coordenadas em mapas de diferentes países.
- O GPS tem seu próprio DATUM chamado WGS 84 - World Geodetic System 1984. Todos os
receptores podem usá-lo como referência, mas se o mapa na mão do usuário não foi
confeccionado com essa referência, as Minas Gerais, o DATUM utilizado é CÓRREGO ALEGRE
e existe esta opção na memória do receptor.
- GRADE MAIDENHEAD e GRADE TRIMBLE
- A grade MAIDENHEAD é usada por operadores de rádio amador. Divide o mundo em grades de
20º de longitude por 10º de latitude, que são identificadas por duas letras, AA - RR.
As grades são subdivididas em áreas de 2º x 1º e rotuladas com 2 números, 00 - 99. As
áreas são novamente subdivididas em subáreas de 5' de longitude por 2,5' de latitude e
rotuladas com letras, AA - XX. Uma coordenada Maidenhead é coisa do tipo EM 18 BX.. A
grade TRIMBLE é uma extensão da grade Maidenhead, que torna-a mais acurada e utilizável
em receptores GPS. Uma sub-área Maidenhead pode cobrir uma área de até 8,9 km x 4,8 km.
Um receptor pode reconhecer áreas muito menores que esta, então a grade TRIMBLE
subdividiu a sub-área ainda mais, adicionando um par de números (00 - 99) e letras (AA -
YY) ao formato Maidenhead. A coordenada fica então AQ 57 DK 23 SU , por exemplo.
Receptores TRIMBLE são úteis para quem precisa de coordenadas Maidenhead, pois podem
converter qualquer grade em Maidenhead.
- ESCALA DE UM MAPA
- É a relação entre a medida feita no mapa e seu valor real. A escala 1:1.000.000
significa que 1 centímetro lido no mapa eqüivale a 1.000.000 de centímetros (10 km) na
realidade. O uso associado de um bom mapa e um receptor GPS é uma poderosa ferramenta de
orientação e navegação.
- RECEPTORES GPS
- Existem receptores de diversos fabricantes disponíveis no mercado, desde os portáteis
- pouco maiores que um maço de cigarros - que custam pouco mais de 100 dólares, até os
sofisticados computadores de bordo de aviões e navios, passando pelos que equipam muitos
carros modernos. Além de receber e decodificar os sinais dos satélites, os receptores
são verdadeiros computadores que permitem várias opções de: referências; sistemas de
medidas; sistemas de coordenadas; armazenagem de dados; troca de dados com outro receptor
ou com um computador; etc. Alguns modelos têm mapas muitos detalhados em suas memórias.
Uma pequena tela de cristal líquido e algumas teclas permitem a interação
receptor/usuário.
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- PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DE UM RECEPTOR
- Permitem armazenar pontos em sua memória, através de coordenadas lidas em um mapa;
obtidas pela leitura direta de sua posição ou através de reportagens ou livros
especializados que as publiquem. - Os pontos plotados na memória podem ser combinados
formando rotas que, quando ativadas, permitem que o receptor analise os dados e informe,
por exemplo: tempo, horário provável de chegada e distância até o próximo ponto;
tempo, horário provável de chegada e distância até o destino; horário de nascer e do
por do Sol; rumo que você deve manter para chegar ao próximo ponto de sua rota e muito
mais. A função ROTA é importante porque permite que o receptor guie o usuário do
primeiro ponto ao próximo e assim sucessivamente até o destino. Quando você atinge um
ponto, o receptor busca o próximo - sem a interferência do operador - automaticamente. A
função GO TO é similar, sendo o ponto selecionado o próprio destino. - Grava na
memória seu deslocamento, permitindo retraçar seu caminho de volta ao ponto de partida.
Pode-se avaliar sua utilidade em barcos, caminhadas e uso fora-de-estrada. - Os receptores
instalados nos carros dos países onde existem mapas digitalizados - computadores de bordo
- trazem em sua memória mapas detalhados de cidades e endereços úteis como
restaurantes, shoppings, hotéis, etc. Um menu permite ao motorista ativar automaticamente
uma rota até o ponto desejado, seja outra cidade, outro bairro ou um endereço
específico. (No Brasil, provavelmente a General Motors sairá na frente na oferta desse
opcional, no carro a ser produzido em sua unidade do Rio Grande do Sul. A filial da
Mannesmann VDO AG., fabricante alemã desse equipamento, está sondando empresas
especializadas para fazerem o mapeamento digitalizado das cidades brasileiras com mais de
100.000 habitantes.
- APLICAÇÕES DO G.P.S.
- Além de sua aplicação óbvia na aviação geral e comercial e na navegação
marítima, qualquer pessoa que queira saber sua posição, encontrar seu caminho para
determinado local (ou de volta ao ponto de partida), conhecer a velocidade e direção de
seu deslocamento pode se beneficiar com o sistema. A comunidade científica o utiliza por
seu relógio altamente preciso. Durante experimentos científicos de coleta de dados,
pode-se registrar com precisão de micro-segundos (0,000001 segundo) quando a amostra foi
obtida. Naturalmente a localização do ponto onde a amostra foi recolhida também pode
ser importante. Agrimensores diminuem custos e obtêm levantamentos precisos mais
rapidamente com o GPS. Unidades específicas têm custo aproximado de 3.000 dólares e
precisão de 1 metro, mas existem receptores mais caros com precisão de 1 centímetro. A
coleta de dados por estes receptores é bem mais lenta. Guardas florestais, trabalhos de
prospecção e exploração de recursos naturais, geólogos, arqueólogos, bombeiros, são
enormemente beneficiados pela tecnologia do sistema. O GPS tem se tornado cada vez mais
popular entre ciclistas, balonistas, pescadores, ecoturistas ou por leigos que queiram
apenas planejar e se orientar durante suas viagens. Com a popularização do GPS, um novo
conceito surgiu na agricultura: a agricultura de precisão. Uma máquina agrícola dotada
de receptor GPS armazena dados relativos à produtividade em um cartão magnético que,
tratados por programa específico, produz um mapa de produtividade da lavoura. As
informações permitem também otimizar a aplicação de corretivos e fertilizantes.
Lavouras americanas e européias já utilizam o processo que tem enorme potencial em nosso
país.
- LIMITAÇÕES
- O receptor não é um altímetro confiável, pois o erro de 15 a 100 metros introduzido
propositadamente se aplica também à altitude. Os sinais dos satélites não penetram em
vegetação densa, vales estreitos, cavernas ou na água. Montanhas altas ou edifícios
próximos também afetam sua precisão. Para o uso automotivo, deve-se providenciar uma
extensão para fixar a antena externamente ou posicioná-lo junto ao pára-brisas. Os
conectores são do tipo LM-1 e LF-1, usados por rádio-amadores. É importante que o
receptor utilize pilhas comercializadas no nosso mercado e que tenha como acessório um
adaptador para ligá-lo no acendedor de cigarros do veículo. Para o uso em ambiente
marinho, é fundamental que o receptor seja a prova d'água para evitar corrosão em seus
componentes.
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- ESCOLHA DO RECEPTOR
- O item mais importante é definir a aplicação básica que você terá para um receptor
GPS. Identifique então os modelos disponíveis no mercado e liste-os sob a forma de uma
tabela comparativa contendo preços, características principais e acessórios
disponíveis. Acessórios ou características supérfluas à sua aplicação encarecem
desnecessariamente o modelo a ser adquirido. Um receptor portátil para o uso geral de
excelente relação custo/benefício é o modelo GPS III fabricado pela GARMIN
(www.garmin.com). Vem de fábrica com um mapa bastante detalhado implantado na memória;
funciona com 4 pilhas tamanho AA ou conectado ao acendedor de cigarros do veículo; sua
memória tem capacidade de gravar até 500 pontos e 20 rotas diferentes e registra seu
deslocamento automaticamente. Permite entrada/saída de dados para outros equipamentos e
custa aproximadamente 300 dólares nos EUA. Existe um modelo específico para as Américas
e o modelo PILOT, mais caro, para o uso em aviação.
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- GLOSSÁRIO
- ALMANAQUE - Informações de localização (constelação) e status dos satélites
transmitida por cada satélite e coletada pelo receptor.
- AZIMUTE - O ângulo medido entre o horizonte e um satélite ou outro objeto.
- DIREÇÃO - A direção do deslocamento, medida em graus, baseada na convenção que
considera o operador/receptor no centro de um círculo imaginário, estando o Norte a
0º/360º e o Sul a 180º.
- RUMO - A direção pretendida de movimento.
- CURSO - É a direção do destino, medida em graus.
- COORDENADAS - Descrição única de uma posição geográfica, usando caracteres
numéricos ou alfa-numéricos.
- NORTE VERDADEIRO - A direção do Polo Norte.
- NORTE MAGNÉTICO - A direção apontada pela agulha da bússola magnética.
- DECLINAÇÃO MAGNÉTICA - A diferença, em graus, entre o norte magnético e o
verdadeiro.
- POSIÇÃO - Uma localização geográfica na superfície da Terra.
- NAVEGAÇÃO - Ato de determinar o curso e a direção do deslocamento.
- ROTA - Um curso planejado de viagem definido por uma seqüência de pontos.
- PERNA - Distância de um ponto de uma rota ao próximo ponto de referência.
- POSIÇÃO FIXA - Coordenadas de posição computadas pelo receptor GPS
- S.A. - Selective Availability ( Disponibilidade Seletiva) - O erro aleatório que o
Departamento de Defesa dos EUA introduz deliberadamente nos sinais do Sistema para
degradar sua precisão.
- DILUIÇÃO DE PRECISÃO - DOP (Dilution Of Precision) - Também conhecido como GDOP
(Geometric DOP), é o fator que determina a precisão obtida devido à geometria dos
satélites. Quanto menor a DOP, melhor a precisão.
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- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
- - GPS Made Easy - Letham, Lawrence - Canadá - l996
- - The Story of Americo Vespucci - Alper, Ann F. - 1991
- - Apostila sobre GPS - Thorton, Jonathan - S. Paulo - SP - 1997
- Manual de Operação do receptor GPS III, fabricado pela Garmin.
Glossário de termos GPS
Ajuda Doppler
uma estratégia de processamento de sinal que
utiliza o deslocamento doppler para ajudar o receptor rastrear suavemente o sinal GPS.
Permite medições mais precisas de velocidade e posicionamento.
Banda-L
o grupo de rádio-frequências que se estende de
390MHz ate 1550MHz. As frequências de portadora do GPS (1227,6 MHz e 1575,42 MHz) estão
na banda L.
Canal de multiplexação rápida
um único canal que
rapidamente amostra um número de satélites. "Rápida" significa que o tempo de
chaveamento e suficientemente rápido (2 a 5 milisegundos) para recuperar a mensagem de
dados.
Canal Multiplexador
um canal de um receptor GPS que pode ser
sequenciado através de um número de sinais de satélites.
Canal
um canal do receptor GPS consiste do circuito
necessário para sintonizar o sinal de um satélite GPS.
Código C/A
(Curso/Aquisição) o código padrão do GPS - uma
sequência 1023 pseudo-randômica, binária, com modulações de duas fases na portadora e
com uma taxa de 1,023 MHz. Também conhecido como "código civil".
Código P
o código Preciso ou Protegido. Uma sequência muito
longa de modulações bi-fase binárias e pseudo- randômicas na portadora do GPS com uma
taxa de 10,23 MHz que se repete em cerca de 267 dias. Cada segmento de uma semana desse
código e única para um dado satélite GPS e e reajustada a cada semana.
Código pseudo-randômico
um sinal com propriedades tipo
ruído randômico. E um padrão muito complicado e repetido de 1's e 0's.
Constelação de satélites
o arranjo no espaço de um
conjunto de satélites.
Deslocamento Doppler
a mudança aparente na frequência de um
sinal causado pelo movimento relativo do transmissor e do receptor.
Desvio do ciclo
uma descontinuidade na medida da fase de
pulsação da portadora resultante de uma perda temporaria de perda de travamento no ciclo
de rastreamento da portadora de um receptor GPS.
Diluição de precisão
o fator multiplicativo que modifica o
intervalo de erro. E causado somente pela geometria entre o usuario e o seu conjunto de
satélites. Conhecido como DOP ou GDOP.
Diluição Geometrica de Precisão
(GDOP) veja Diluição de
Precisão.
Efemérides
as predições das posições atuais do satélite
que são transmitidas ao usuario na mensagem de dados.
Erro de caminhos multiplos
erros causados pela interferencia
do sinal que alcançou a antena do receptor com dois ou mais caminhos diferentes.
Usualmente causado por um caminho que foi refletido.
Faixa de frequência
um intervalo particular de frequências.
Fragmentos
o tempo de transição para bits individuais numa
sequência pseudo-randômica. Também conhecido como circuito integrado.
Frequência da portadora
a frequência da saída fundamental
não modulada de um transmissor de radio.
Interface com usuário
o modo que um receptor mostra
informação para a pessoa utilizando o mesmo. Os controles e o visor.
Ionosfera
a faixa de partículas carregadas situada de 80 a
120 milhas acima da superfície da Terra.
Largura de banda
a faixa de frequência de um sinal.
Mensagem de dados
uma mensagem incluída no sinal do GPS que
relata a localização, correções do re1ógio e saúde do satélite. Esta incluída
informação dos outros satélites na constelação.
Palavra de Handover
a palavra na mensagem de GPS que contem
informações de sincronismo para a transferência de rastreamento a partir do código C/A
para o P.
Portadora
um sinal que pode variar a partir de uma frequência
por modulação.
Posicionamento diferencial
medição precisa das posições
relativas de dois receptores rastreando o mesmo sinal.
Posicionamento estático
determinação da localização
quando a antena do receptor esta presumivelmente estacionaria na Terra. Isto permite o uso
de varias técnicas de cálculo de media que melhoram a exatidão por fatores acima de
1000.
Pronto para qualquer lugar
a habilidade de um receptor
começar os cálculos de posicionamento sem que seja necessário fornecer uma
localização aproximada e um tempo aproximado.
Pseudo intervalo
uma medição de distancia baseada na
correlação de um código transmitido pelo satélite e o código de referencia do
receptor local, que não foi corrigido por erros no sincronismo entre o re1ógio do
transmissor e o re1ógio do receptor.
Pseudolite
um receptor diferencial GPS baseado em Terra que
transmite um sinal como se fosse um satélite GPS real e pode ser utilizado para raio de
ação. A porção dos dados do sinal contem as correções diferenciais que podem ser
utilizadas por outros receptores para corrigir erros de GPS.
Rastreamento ajudado-pela-portadora
uma estratégia de
processamento de sinal que utiliza o sinal da portadora do GPS para conseguir um
travamento exato do relógio no código pseudo-randômico. Mais exato do que o enfoque
padrão.
Receptor de multi-canais
um receptor GPS que pode
simultaneamente rastrear mais de um sinal de satélite.
Refração Ionosférica
as mudanças na velocidade de
propagação do sinal quando ele passa através da ionosfera.
Segmento de controle
uma rede mundial de estações de
controle e monitoramento GPS que garante a exatidão das posições dos satélites e de
seus re1ógios.
Segmento do usuário
a parte total do sistema GPS que inclui
os sinais dos receptores GPS.
Segmento espacial
a parte total do sistema GPS que inclui os
satélites e os veículos de lançamento.
Serviço de posicionamento padrão
(SPS) a exatidão do
posicionamento civil normal obtida pela utilização do código C/A de frequência
simples.
Serviço de Posicionamento Preciso
(PPS) o posicionamento
dinâmico mais exato possível que o GPS, baseado na frequência dupla código P.
Spectro de Espalhamento
um sistema no qual o sinal transmitido
e espalhado em uma banda de frequência muita mais larga do que o mínimo de largura de
faixa requerido para transmitir informação sendo enviada. Para o GPS, isto e feito
modulando-se a portadora com um código pseudo-randômico.
Spectro de frequência
a distribuição de amplitudes de sinal
como função da frequência.
Tendência do relógio
a diferença entre a hora indicada no re1ógio e a hora
universal verdadeira.